Read more: http://techdesktop.blogspot.com/2007/08/manual-cual-es-el-feed-de-mi-blog.html#ixzz2OPda9Tcp
Mostrando postagens com marcador Capitalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Capitalismo. Mostrar todas as postagens

14 de agosto de 2013

A institucionalização e a hegemonia reformista no Foro de São Paulo




Documento do Comitê Central do PCB ao Fórum de São Paulo



O Foro de São Paulo, do qual o PCB é membro fundador, a cada ano aprofunda seu processo de institucionalização e de perda de identidade.

A posse de Lula em 2002, foi o momento de inflexão. Já descaracterizado e degenerado ideologicamente, o PT hegemoniza de forma incontestável o Foro de São Paulo e o coloca a serviço do projeto de desenvolvimento do capitalismo brasileiro, com o objetivo estratégico de uma integração latino-americana sob hegemonia brasileira, para fazer do país uma potência mundial.

O Foro de São Paulo transformou-se em correia de transmissão do capitalismo brasileiro que, valendo-se da morte de Chávez, aparelha e expande o MERCOSUL (uma integração de mercados), para ocupar mais espaços e engolir e enterrar a ALBA, a integração soberana, solidária e complementar de Nossa América.

Tentando afirmar o Foro como braço regional do neodesenvolvimentismo brasileiro, o PT passa a privilegiar os processos eleitorais em detrimento das lutas de massas, procurando em cada país contribuir política e materialmente para a eleição de governos alinhados com a hegemonia brasileira. Isto significou a descaracterização do Foro de São Paulo, nascido como uma articulação antiimperialista com caráter anticapitalista.

Nessa guinada, gradativamente foi sendo anulado o protagonismo de organizações revolucionárias e privilegiou-se uma ampliação quantitativa, heterogênea, policlassista, com ênfase em partidos socialdemocratas e social-liberais, chegando ao ponto de o Foro ser integrado hoje por partidos antagônicos e adversários em seus países. O papel principal passou a ser dos partidos que participam de governos e os que podem se tornar governo, o que significa garantia de contratos para empresas brasileiras.
Uma vez tendo se fortalecido na América Latina, o Foro de São Paulo agora tem o objetivo de se internacionalizar como uma alternativa mundial reformista, inclusive em contraposição ao movimento comunista internacional.

Apesar dessa análise, o PCB está presente neste evento, para lutar contra a hegemonia reformista, dialogando com as forças políticas com as quais temos afinidades, contribuindo modestamente para uma necessária articulação revolucionária latino-americana. A nosso juízo, os reformistas, mais do que nunca, são grandes inimigos da revolução socialista, pois iludem os trabalhadores e os desmobilizam, facilitando o trabalho do capital.

1 de agosto de 2013

Así falaba a burguesía en 1917






«A Revolución Rusa é un perigoso exemplo de compartir a riqueza para a xente común doutras nacións, incluídos os estadounidenses, dándolles azos para conseguiren por medios políticos o que só se pode acadar mediante o traballo duro e a dilixencia.»

Rober Lansing, Secretario de Estado dos Estados Unidos entre 1915 e 1920. En David Horowitz, Containment and Revolution.

8 de junho de 2013

A CIG denuncia o escandaloso aumento das rendas empresariais fronte ás salariais nun momento de forte contracción económica




A Confederación Intersindical Galega denuncia que na etapa de maior contracción da actividade económica en Galiza, as rendas empresariais aumentaron de forma escandalosa até superar, por vez primeira na historia, a masa de remuneración de asalariados. Unha situación que evidencia o transvase de riqueza da clase traballadora á empresarial; o grave incremento das desigualdades sociais e que fai aínda máis urxente e necesaria a mudanza das fracasadas políticas económicas, fiscais e laborais.

A actividade en Galiza medida a través do Produto Interior Bruto (PIB) reduciuse un 1,2%. Unha redución que non afectou de igual forma aos distintos axentes que participan na mesma. Mentres que no ano 2011 a remuneración total de asalariados/as supoñía o 45,7% do PIB, no ano 2012 foi de tan só o 43,7%. Pola contra, o excedente bruto de explotación (rendas empresariais) pasou dun 45,4% a un 47,4%. Porén isto non ocorreu porque as rendas empresariais diminuíran menos que as rendas dos traballadores, senón que as rendas empresariais aumentaron en tempos de crise.

Isto constata o claro transvase de rendas da clase traballadora á clase empresarial. E non é só que a clase empresarial resista mellor a crise, senón que se está a aproveitar claramente dela.

Esta negativa distribución da renda agrávase co feito de que o investimento das empresas no tecido produtivo reduciuse durante este ano nun 4,1% . É dicir, este maior beneficio non se está reinvestindo na economía.


2011
2012
2011
Porcentaxe sobre o total
2012
Porcentaxe sobre o total
Remuneración asalariados/as
26.064.237
24.640.637
45,7
43,7
Excedente bruto de explotación / renda mista
25.885.526
26.761.612
45,4
47,4
Impostos netos sobre produción
5.036.304
4.972.213
8,9
8,9
PIB
56.986.067
56.374.462
100
100

* Fonte IGE. Contas Económicas trimestrais

A CIG denuncia que este incremento das desigualdades sociais e de concentración da riqueza en mans de oligarcas e especuladores vén provocada polas políticas económicas dos gobernos do PP no estado e na Xunta. Políticas como a reforma laboral e a da negociación colectiva, que se están a adoptar so pretexto de superar a crise e crear emprego e que, pola contra, están a xerar unha fortísima destrución de emprego e unha escandalosa caída dos salarios.

10 de maio de 2013

Comédevos o noso sangue



Melbourne (Australia), ano 1890. Como todos os 21 de abril desde 1857, algunhas agrupacións obreiras e sindicais celebran a chamada “Festa do Traballo” para festexar a consecución da xornada laboral de 8 horas. Desfilan diante dos poderosos da cidade, nun acto desclasado e domesticado.

Canso disto, o zapateiro John William 'Chummy' Fleming, anarquista, coa axuda de John White, irrompe no desfile e ábrese paso até a cabeceira, onde enarbora unha bandeira negra feita con vellos trapos de algodón en que se pode ler:


 “Comédevos o noso sangue e a nosa carne, hienas capitalistas.
É o voso banquete funerario”.


[Citado por Maurice Dommanget na súa Historia do 1º de Maio]

3 de maio de 2013

O golpe de Thatcher. Funeral digno de um ditador



John Pilger
Resistir.info, 26/04/13
Orixinal en inglés em Counterpunch

Após o desaparecimento de Thatcher, recordo suas vítimas. A filha de Patrick Warby, Marie, foi uma delas. Marie, com cinco anos, sofria de uma deformidade do intestino e precisava de uma dieta especial. Sem ela, o sofrimento era aflitivo. Seu pai era um mineiro de Durham e gastara todas as suas poupanças. Era o Inverno de 1985, a Grande Greve tinha quase um ano e a família estava empobrecida. Embora a necessidade de operação não fosse contestada, o Departamento de Segurança Social recusou ajuda a Marie. Posteriormente, obtive registos do caso mostrando que Marie fora recusada porque o seu pai era "influenciado por uma disputa sindical".